quarta-feira, maio 03, 2006

Mais Amarante


No dia 25 de Abril, Amarante mobilizou-se por causa do seu hospital.

Ficou provado que é possível aproximar as pessoas da política quando os temas realmente lhe interessam e quando a mensagem é passada com senso comum e equilibrio, sem populismos.

Independentemente do futuro do hospital, assunto para o qual não chega um blog inteiro se o formos discutir, todos se juntaram por Amarante! Juntos, com diferentes motivações e com diferentes perspectivas sobre o problema e a forma de o tratar, mas juntos!

Juntos tendo por base uma iniciativa cujo partido impulsionador não realizava nada de tão marcante para a sociedade amarantina há já vários anos. Juntos tendo como base uma idéia de mobilização geral concretizada pelo Eng. Sampaio, com toda a sabedoria, tal qual um verdadeiro dinossauro político!

A manifestação ajudou a clarificar a posição dos diferentes partidos sobre a questão do hospital. Se o PCP, BE e PSD expressaram opiniões claras e fundamentadas sobre o problema, o CDS apresentou um discurso bastante teatral mas vazio de contéudo, enquanto o PS, pela voz do Dr. Armindo Abreu, expôs a céu aberto a sua incapacidade política para não deixar que o Hospital de São Gonçalo perca influência.

Vai ser importante acompanhar os próximos desenvolvimentos, quer pela grande importância que o hospital tem para o concelho e para toda a região envolvente, quer pelos desenvolvimentos políticos que podem vir a surgir em consequência da manifestação e da teimosia do Ministério da Saúde. E já agora, da teimosia do PS local em defender as posições do governo, por mais contrárias que elas sejam aos interesses de Amarante.

O título deste post, Mais Amarante, foi "roubado" do discurso feito na manifestação pelo Carlos Carvalho. Penso que, como ele, todos queremos mais e melhor Amarante. Ninguém vai ficar de braços cruzados perante a aparente passividade de alguns responsáveis.

A manifestação ajudou também a clarificar a posição de todos os amarantinos. Com mais ou com menos Baixo Tâmega, queremos Mais Amarante!

domingo, abril 16, 2006

JSD Amarante

Fui eleito pela primeira vez presidente da JSD de Amarante em 28 de Novembro de 2003.

Ontem, 15 de Abril de 2006, foi eleita a nova Comissão Política Concelhia, liderada pelo Carlos Carvalho.

Até por uma questão de registo, não podia deixar passar esta data. Por um lado, por tudo o que significou para mim ter sido presidente da JSD ao longo destes anos. Por outro, pelo facto de ser agora eleito uma pessoa que muito me ajudou e que muito contribuiu para que a JSD de Amarante esteja um pouco mais forte e melhor preparada para o futuro.

Não sou dado a fazer grandes análises do passado. Chego ao final de um ciclo consciente de que fiz o melhor possível, de acordo com as minhas limitações pessoais e profissionais.

Penso que todos entendemos, em dado momento, que o nosso trabalho não é devidamente reconhecido. Confesso que também senti isso várias vezes, especialmente nos últimos meses. No entanto, também isso nos faz crescer e conhecer os que nos rodeiam. Também isso nos ajuda a tomar de forma mais consciente as nossas opções.

Como qualquer estrutura partidária, a JSD de Amarante tem vindo a passar por fases muito próprias da sua evolução. De praticamente "desaparecida do mapa", renasceu com a presidência do Ricardo Vieira. Quando, em Novembro de 2003 me tornei presidente, sabia que ainda existia um longo caminho a percorrer para que a Jota se tornasse numa estrutura mais autónoma, interventiva e capaz.

Chego ao final do mandato com a consciência de que a Jota está mais forte agora do que estava em 2003. E isso é o mais importante! Tem melhores condições para tornar a sua acção mais visivel e mobilizadora.

Importante ainda é estar confiante de que o futuro está em boas mãos! Nas mãos de um presidente de concelhia e de um grupo de militantes que sei terem espirito de iniciativa, espirito critico, vontade de intervir, força para agir!

Hoje a JSD tem condições para ajudar mais e melhor o partido. E o partido precisa de alguém atento ás necessidades de Amarante e menos concentrado nas lutas hierárquicas internas.

Precisa de alguém capaz de olhar para os confrontos de idéias e personalidades como um meio de o PSD apresentar mais e melhores soluções para Amarante. Precisa de alguém capaz de intervir nos plenários de alma e coração, dizendo claramente o que pensa em seu nome próprio e não em nome de outros. Precisa de maior responsabilização e de mais e melhor trabalho em equipa. Precisa de verdadeira lealdade, na qual se inclui a afirmação clara e simples do pensamento de cada um.

A política autárquica atravessa neste momento, em Amarante e por todo o pais, uma fase de transição.

Mas entendo a fase de transição como um momento para defenir estratégias e formas de actuação de maneira mais ponderada. Não entendo a transição como pondo em causa as pessoas que neste momento tem responsabilidades assumidas. Há muita gente que vai andar por ai, tal qual o Pedro Santana Lopes, mas todos temos alguma facilidade em adivinhar qual o futuro do enfant terrible, por isso...

A Jota de Amarante agora eleita não é, com toda a certeza, de transição! Desejo a todos as maiores felicidades e o maior sucesso. E, se me permitem um concelho muito simples, não desperdicem a vossa oportunidade!

Quem faz parte de um grupo como o vosso, unido e coeso, resistente a telefonemas e boatos, tem a grande possibilidade de deixar marca para o futuro. O fututo é vosso!

sexta-feira, março 17, 2006

Mobilização Jovem

Tenho tentado pensar em alguma coisa para escrever que faça regressar as postagens cheias de subjectividade e onde todos procuram ler nas entrelinhas. Hesitei entre escrever sobre paciência ou alianças estratégicas de curta duração, mas, na última hora, decidi mudar de assunto.

Dentro de dias prometo que voltam as postagens cheias de "segundas intenções".

Hoje vou escrever sobre um tema actual, fruto do que tem acontecido este dias em França e Espanha.

Os jovens franceses estão na rua devido a um projecto de código de trabalho que pode vir a possibilitar o despedimento sem justa causa e sem indemenização, de qualquer jovem até aos 26 anos de idade.

Em França, a taxa de desemprego global é de 9%. A taxa de desemprego nos jovens entre os 18 e os 25 anos de idade é de 20%. O governo crê que esta medida pode diminuir estes números, fruto de uma maior flexibilidade laboral. Os jovens acreditam que não.

Não sei se a opção dos jovens franceses será entre não terem emprego ou terem um emprego mais instável. O que é um facto é que se uniram num protesto gigantesco, com alguns incidentes pelo meio. De novo a França a ter problemas com a sua juventude, depois dos recentes acontecimentos com o "nicho" de jovens de ascendência africana.

Em Espanha, as concentrações de jovens são convocadas por sms. Foram proibidas as famosas noites espanholas ao ar livre, em praças e ruas, cheias de bebidas e diversão. Obrigaram as pessoas a ir para os bares.

Acontece que os jovens não querem ir para os bares, contornaram a lei, e atingiram números impressionantes de mobilização.

Nos dois países, as motivações são muito diferentes. Podemos até discutir a importância de cada uma delas. O facto é que mexeram com a juventude, com as suas expectativas e modo de vida.

Acho bom sinal que os jovens se tenham unido e respondido de forma marcante, mobilizadora e esclarecedora. Com a inclusão de um pouco de responsabilidade e ponderação que só o tempo acabará por lhe dar, está em formação uma geração de futuro!

sábado, fevereiro 25, 2006

William Shakespeare

"Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendes que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começas e aprender que beijos não são contratos, e presentes não são promessas.

(…) E não importa o quão boa seja uma pessoa, ela vai magoar-te de vez em quando e precisas perdoa-la por isso. Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais. Descobres que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destrui-la, e que podes fazer coisas num instante, das quais te arrependerás pelo resto da vida.

Aprendes que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que tu tens na vida, mas quem tens na vida (…) Descobres que as pessoas com quem mais te importas na vida, são tiradas de ti muito depressa; por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vemos (…)

Aprendes que paciência requer muita prática (…) Aprendes que quando estás com raiva tens o direito de estar com raiva, mais isso não dá o direito de seres cruel. Aprendes que nem sempre é suficiente seres perdoado por alguém. Algumas vezes, tens que aprender a perdoar-te a ti mesmo.

Aprendes que com a mesma severidade com que julgas, tu serás em algum momento condenado. Aprendes que não importa em quantos pedaços teu coraçăo foi partido, o mundo năo pára para que o consertes.

E, finalmente, aprendes que o tempo, não é algo que possa voltar para trás. Portanto planta teu jardim e decora a tua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.

E percebe que realmente podes suportar… Que realmente és forte, e que podes ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor, e que tu tens valor diante da vida! (...) E só nos faz perder o bem que poderiamos conquistar, o medo de tentar!"