Há alturas em que não nos apetece falar, nem escrever, nem nada.
E até muito menos escrever em sítios como este, onde as palavras ficarão, em principio, registadas por muito e muito tempo. E há coisas que só queremos mesmo esquecer. Mas por outro lado, por muito que nos custe, as coisas que nos magoam também nos servem de lição para o futuro.
Perdoar e acreditar podem significar mais ou menos coisas semelhantes. Acreditamos na verdade nua e crua que nos contam? Perdoamos o mal que já está feito porque acreditamos na pessoa que nos deixou magoados?
Não é fácil escolher qual o caminho a seguir. Não será melhor não acreditar e também não perdoar? Isso seria o ideal, simplesmente iríamos varrer da memória todas as boas recordações que lá temos e que nos fazem ter frio quando alguém acaba de trair tudo de bom que se tinha conquistado.
Em tempos alguém escreveu que “o caminho não existe, o caminho faz-se caminhando…”, caminhando ora para a frente, ora para trás. De um lado existem pessoas com expectativas de vida mais estáveis, que sabem o que querem, que são fiéis e leais para com os amigos e as pessoas que gostam. Do outro, estão pessoas que talvez não saibam mesmo o que querem, que andam errando pela vida fora, que nunca estão satisfeitas com o que possuem em cada momento, que erram, que se arrependem, mas que voltam a errar… e ainda pior, erram com atitudes em que ficam claramente a perder com a troca…
Quando somos magoados acabamos por no meio das palavras que se trocam, magoar os outros também. E depois, acabamos por nos arrepender. Uma pessoa magoada, como que numa atitude de autodefesa, acaba por magoar os outros. De facto é muito difícil controlar as emoções, decidir o que é melhor fazer no momento complicado em que a confiança sofreu um abalo enorme.
Talvez perdoar seja o melhor caminho. O mais difícil, mas o melhor. Porque se todos erramos, perdoar é a melhor forma de reconhecermos que também nós já erramos, que também nós não podemos atirar a primeira pedra.
E porque não perdoar acreditando, já que a esperança nunca morre quando se gosta?
sexta-feira, março 30, 2007
sábado, fevereiro 03, 2007
Manipular Emoções
As emoções comandam o mundo, porque comandam todas as pessoas nas acções que tomam na vida, do aspecto pessoal ao profissional. Gerir as emoções é por isso uma condição que qualquer um de nós deverá ter desenvolvido ao máximo para alcançar uma vida equilibrada.
E se gerir as nossas emoções é muito importante, mais importante ainda é conseguir gerir as dos outros. Ou falando de outra forma, mais importante ainda pode ser conseguir manipular as dos outros, no pior sentido que a palavra manipular pode conter.
Por detrás da nossa emoção pessoal, está sempre latente um sentimento de insegurança. Um sentimento que nos leva a gerir emoções de acordo com o que vamos conseguindo fazer das emoções dos outros.
Há pessoas que até estão bem consigo próprias, mas como que por instinto, sabem que amanhã já poderão não estar assim tão bem. Os amores de hoje podem não ser os amores de amanhã. O sucesso escolar ou profissional de hoje pode não ser o sucesso escolar ou profissional de amanhã. A satisfação com o que se faz pode desaparecer no dia seguinte. Durante a noite, qualquer um de nós pode de forma repentina ficar de mal com a vida.
Vai dai, há quem não hesite em gerir amizades e conhecimentos de acordo com as suas conveniências. E que tenha uma forma de gerir as suas amizades bem original, mantendo sempre aberta uma "janela de oportunidade" para uma relação mais chegada ou mais íntima.
A táctica mais usada costuma ser aproveitar qualquer situação para demonstrar à outra pessoa que não gostou desta ou daquela atitude, que devia ter agido de outra maneira, que devia ter tido maior cuidado e pensado melhor, uma vez que qualquer atitude, por mais insignificante que seja, pode pôr em causa uma grande amizade.
Manipula-se uma amizade com um comportamento que mascara em si próprio a tal possibilidade de uma maior aproximação. E muitas vezes acontecem situações em que o manipulador de emoções consegue mesmo pôr em causa toda a forma de vida e cadeia de relacionamentos da pessoa manipulada.
Tudo isto em nome de uma grande amizade, baseada no facto de o manipulador, por uma questão de insegurança, ter absoluta necessidade de manter em aberto uma lista de amizades tão frágil como um castelo de cartas.
Cabe a cada um de nós não ser tão frágil como um castelo de cartas, para que as nossas emoções sejam realmente nossas.
E se gerir as nossas emoções é muito importante, mais importante ainda é conseguir gerir as dos outros. Ou falando de outra forma, mais importante ainda pode ser conseguir manipular as dos outros, no pior sentido que a palavra manipular pode conter.
Por detrás da nossa emoção pessoal, está sempre latente um sentimento de insegurança. Um sentimento que nos leva a gerir emoções de acordo com o que vamos conseguindo fazer das emoções dos outros.
Há pessoas que até estão bem consigo próprias, mas como que por instinto, sabem que amanhã já poderão não estar assim tão bem. Os amores de hoje podem não ser os amores de amanhã. O sucesso escolar ou profissional de hoje pode não ser o sucesso escolar ou profissional de amanhã. A satisfação com o que se faz pode desaparecer no dia seguinte. Durante a noite, qualquer um de nós pode de forma repentina ficar de mal com a vida.
Vai dai, há quem não hesite em gerir amizades e conhecimentos de acordo com as suas conveniências. E que tenha uma forma de gerir as suas amizades bem original, mantendo sempre aberta uma "janela de oportunidade" para uma relação mais chegada ou mais íntima.
A táctica mais usada costuma ser aproveitar qualquer situação para demonstrar à outra pessoa que não gostou desta ou daquela atitude, que devia ter agido de outra maneira, que devia ter tido maior cuidado e pensado melhor, uma vez que qualquer atitude, por mais insignificante que seja, pode pôr em causa uma grande amizade.
Manipula-se uma amizade com um comportamento que mascara em si próprio a tal possibilidade de uma maior aproximação. E muitas vezes acontecem situações em que o manipulador de emoções consegue mesmo pôr em causa toda a forma de vida e cadeia de relacionamentos da pessoa manipulada.
Tudo isto em nome de uma grande amizade, baseada no facto de o manipulador, por uma questão de insegurança, ter absoluta necessidade de manter em aberto uma lista de amizades tão frágil como um castelo de cartas.
Cabe a cada um de nós não ser tão frágil como um castelo de cartas, para que as nossas emoções sejam realmente nossas.
terça-feira, janeiro 16, 2007
"Viagra Empresarial"
No meio de um trabalho escolar sobre Liderança e Gestão de Equipas, encontrei o nome de Leila Navarro, guru brasileira da motivação que é conhecida como o "viagra empresarial" fruto da sua capacidade de motivar plateias.
Não resisto, sem mais palavras, a enumerar as 17 idéias da guru brasileira para que todos possam dar o rumo certo á sua vida.
1) Não tenha medo de ser feliz. As pessoas que têm êxito são as que mantém o equilibrio. A vida não é só trabalho.
2) Dê prioridade a si próprio. Assim terá condições para ser o profissional que quer ser. Se der prioridade ao trabalho perde-se como pessoa: fica doente, sem criatividade, intuição e visão.
3) Esteja atento aos sinais. Se precisa de mais de dez horas para as tarefas, algo está errado. Gostará do que faz?
4) A automotivação é sua. Não ponha as culpas na empresa: o que as organizações têm de fazer é não desmotivar.
5) Memorize três palavras. "autoconhecimento", "autoconfiança" e "auto-estima". Quanto mais se conhece como pessoa, mais se percebe o seu potencial.
6) Evite a "zona de conforto". Não se acomode: não funciona nem na vida pessoal nem na profissional.
7) Lembre-se que perde o poder na hora em que perde o contacto consigo.
8) Esqueça a frase "errar é humano" e adopte a "acertar é humano". O ser humano ou acerta, ou aprende.
9) Não compita, brinque. Brincar é simplesmente participar e não é discutir ou comparar.
10) Quando o "tudo" não é o suficiente, pare. Não viva insatisfeito com os limites.
11) Perceba que a felicidade não são momentos. Está ligada à vida, à energia vital. Se está vivo e saudável, então é feliz.
12) Não se compare com ninguém. Só pode ser pior ou melhor do que você próprio.
13) Fixe este provérbio chinês: "È como é, e como é é perfeito".
14) A diferença das empresas não está no produto, mas nas pessoas. Pessoas felizes confiam mais, produzem mais, são mais ousadas.
15) Quanto mais procurar equlibrio interno, melhor se vai sentir em qualquer ambiente.
16) Invista no seu talento e não nas suas dificuldades. Não adianta querer ser cantor de ópera se toca muito melhor piano.
17) Não se economize. Use todo o seu potencial.
Até parece fácil, não é? Bom 2007!
Não resisto, sem mais palavras, a enumerar as 17 idéias da guru brasileira para que todos possam dar o rumo certo á sua vida.
1) Não tenha medo de ser feliz. As pessoas que têm êxito são as que mantém o equilibrio. A vida não é só trabalho.
2) Dê prioridade a si próprio. Assim terá condições para ser o profissional que quer ser. Se der prioridade ao trabalho perde-se como pessoa: fica doente, sem criatividade, intuição e visão.
3) Esteja atento aos sinais. Se precisa de mais de dez horas para as tarefas, algo está errado. Gostará do que faz?
4) A automotivação é sua. Não ponha as culpas na empresa: o que as organizações têm de fazer é não desmotivar.
5) Memorize três palavras. "autoconhecimento", "autoconfiança" e "auto-estima". Quanto mais se conhece como pessoa, mais se percebe o seu potencial.
6) Evite a "zona de conforto". Não se acomode: não funciona nem na vida pessoal nem na profissional.
7) Lembre-se que perde o poder na hora em que perde o contacto consigo.
8) Esqueça a frase "errar é humano" e adopte a "acertar é humano". O ser humano ou acerta, ou aprende.
9) Não compita, brinque. Brincar é simplesmente participar e não é discutir ou comparar.
10) Quando o "tudo" não é o suficiente, pare. Não viva insatisfeito com os limites.
11) Perceba que a felicidade não são momentos. Está ligada à vida, à energia vital. Se está vivo e saudável, então é feliz.
12) Não se compare com ninguém. Só pode ser pior ou melhor do que você próprio.
13) Fixe este provérbio chinês: "È como é, e como é é perfeito".
14) A diferença das empresas não está no produto, mas nas pessoas. Pessoas felizes confiam mais, produzem mais, são mais ousadas.
15) Quanto mais procurar equlibrio interno, melhor se vai sentir em qualquer ambiente.
16) Invista no seu talento e não nas suas dificuldades. Não adianta querer ser cantor de ópera se toca muito melhor piano.
17) Não se economize. Use todo o seu potencial.
Até parece fácil, não é? Bom 2007!
sábado, dezembro 30, 2006
"A Democracia É Fodida"
O título é uma homenagem em vida ao amigo Júlio Coelho, que costuma utilizar bastante esta frase. O que não deixa de ser irónico para quem tem como profissão ser polícia.
Deixando de parte esta pequena brincadeira, o título surge a propósito de um pensamento sobre as qualidades e defeitos da democracia, bem como do seu estado de desenvolvimento no nosso pais e no concelho de Amarante.
De entre os muitos aspectos a considerar para avaliar o estado de uma sociedade democrática, o comportamento do jornalismo é um dos mais importantes. Assim como a forma como o poder político se relaciona com a imprensa.
Depois de ler um conhecido jornal da nosso concelho, na sua edição de 27 de Dezembro deste ano, fui forçado a largar um enorme sorriso perante a fotografia de primeira página de um Presidente de Câmara de Amarante sorridente e aparentemente bem disposto.
Nada que não se lhe reconheça na sua personalidade. Apenas se estranha que tão bem disposta fotografia esteja estampada num orgão de comunicação que há bem pouco tempo o mesmo Presidente de Câmara apelidava de "pasquim" e tratava publicamente com um desdém considerável.
Independentemente da entrevista em si, que deverá ser lida com atenção por todos quantos seguem mais de perto a vida política amarantina, é de registar a mudança de atitude subjacente, que já se vinha sentindo há algum tempo, mas que agora se torna definitivamente clara com quatro páginas que quase enchem por completa a edição semanal do jornal.
Trata-se de uma mudança de atitude do poder político face a um orgão de comunicação, assim como uma mudança de cariz editorial de um jornal sobre a forma como analisa e retrata a sociedade amarantina. De onde terão surgido os factores que levaram a estas mudanças de atitude?
De facto, A Democracia É Fodida. Cada um pode dizer o que lhe apetece, quando lhe apetece. E também em democracia, assim como no futebol, o que hoje é verdade amanhã pode ser mentira. Como é irónico ver no Tribuna de Amarante uma entrevista do doutor Armindo Abreu com destaque de primeira página para as criticas que faz ao doutor Ferreira Torres...
A Democracia é mesmo assim. Imprevisível! E ainda bem que assim é...dá-nos sempre motivos de sobra para intervir...e motivos de sobra para sorrir!
Deixando de parte esta pequena brincadeira, o título surge a propósito de um pensamento sobre as qualidades e defeitos da democracia, bem como do seu estado de desenvolvimento no nosso pais e no concelho de Amarante.
De entre os muitos aspectos a considerar para avaliar o estado de uma sociedade democrática, o comportamento do jornalismo é um dos mais importantes. Assim como a forma como o poder político se relaciona com a imprensa.
Depois de ler um conhecido jornal da nosso concelho, na sua edição de 27 de Dezembro deste ano, fui forçado a largar um enorme sorriso perante a fotografia de primeira página de um Presidente de Câmara de Amarante sorridente e aparentemente bem disposto.
Nada que não se lhe reconheça na sua personalidade. Apenas se estranha que tão bem disposta fotografia esteja estampada num orgão de comunicação que há bem pouco tempo o mesmo Presidente de Câmara apelidava de "pasquim" e tratava publicamente com um desdém considerável.
Independentemente da entrevista em si, que deverá ser lida com atenção por todos quantos seguem mais de perto a vida política amarantina, é de registar a mudança de atitude subjacente, que já se vinha sentindo há algum tempo, mas que agora se torna definitivamente clara com quatro páginas que quase enchem por completa a edição semanal do jornal.
Trata-se de uma mudança de atitude do poder político face a um orgão de comunicação, assim como uma mudança de cariz editorial de um jornal sobre a forma como analisa e retrata a sociedade amarantina. De onde terão surgido os factores que levaram a estas mudanças de atitude?
De facto, A Democracia É Fodida. Cada um pode dizer o que lhe apetece, quando lhe apetece. E também em democracia, assim como no futebol, o que hoje é verdade amanhã pode ser mentira. Como é irónico ver no Tribuna de Amarante uma entrevista do doutor Armindo Abreu com destaque de primeira página para as criticas que faz ao doutor Ferreira Torres...
A Democracia é mesmo assim. Imprevisível! E ainda bem que assim é...dá-nos sempre motivos de sobra para intervir...e motivos de sobra para sorrir!
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