O rumo que seguimos em cada momento da vida marca para sempre o que vamos ser no futuro. Certas coisas nunca vão ficar para trás, nunca vão deixar de nos perseguir, de nos fazer sentir mal e revoltados. Mesmo que um dia mais tarde as acabemos por aceitar com naturalidade.
Cada pedaço de orientação tomada deve ser dado com convicção e acreditando naquilo que estamos a fazer, caso contrário mais vale não fazermos nada. Apenas a paixão que pomos em cada coisa que fazemos nos pode fazer felizes. Apenas a paixão que pomos em cada coisa que fazemos nos pode fazer infelizes.
É estranha esta contradição, mas é bem verdadeira. O nosso rumo muda com muita facilidade e as coisas que deixamos para trás não deviam ser tratadas como pedaços estragados do que vivemos. Mas muita gente faz mesmo assim , desdenha o que teve antes, despreza o que de bom conseguiu apenas porque pensa ter encontrado um novo rumo. E estraga com um conjunto de palavras toda a paixão que foi posta nas coisas.
Cada novo rumo que seguimos não pode simplesmente apagar os caminhos que percorremos antes, sob pena de nos tornarmos pessoas horriveis, sem sentimentos, vazias de paixão e de respeito pelos outros.
Um dos rumos mais dificeis a escolher é saber verdadeiramente perceber as pessoas que mais gostamos e nunca as deixarmos fugir, se bem que seja mais fácil dizer do que fazer tal coisa. Um novo rumo, por muito diferente que seja do anterior não deve ser seguido sem deixar bem fechados os caminhos anteriores, sem magoar ninguém e sem dizer que nada do que passou teve alguma coisa de bom que fosse.
"Golpe a golpe, passo a passo.
Caminhante, não há caminho, o caminho é feito ao andar.
Andando se faz o caminho e se você olhar para trás, tudo o que verá são as marcas dos seus passos, que algum dia os seus pés tornarão a percorrer.
Caminhante, não há caminho, o caminho é feito ao andar."
quinta-feira, junho 07, 2007
terça-feira, maio 08, 2007
A Verdade Da Mentira
Há pouco tempo, em conversa com alguém a quem contava algumas coisas em jeito de desabafo e me queixava de me terem mentido, a pessoa que conversava comigo respondeu: "se fosse comigo também te tinha mentido com todos os dentes!". Eu engoli a resposta, não liguei muito, e passados alguns dias, a pessoa com quem tinha desabafado mentia-me descaradamente e faltava á minha confiança.
Confesso que ultimamente estou habituado a que isso aconteça. São fases, acredito que sejam apenas fases. Mas são tantos episódios recentes que acredito mesmo quando dizem que neste mundo anda meio mundo a enganar o outro meio.
Todos dependemos uns dos outros em alguma coisa. Em certas alturas dependemos dos outros em termos afectivos, noutras alturas dependemos dos outros por conveniência, por simples oportunidade. Quando acontece este último caso, aprendi que todos usam e abusam da confiança das pessoas, por vezes até mesmo os melhores amigos e as pessoas que mais gostamos.
Aprendi também que os instintos humanos são mesmo incontroláveis e que por vezes a mentira é a única saida para não perdermos o que mais gostamos, ao mesmo tempo que vamos fazendo por fora coisas de que tanto gostamos. Só que a mentira não compensa para sempre...
Quer dizer, achava eu que não compensa para sempre...porque nesta altura o sentimento é o de que mentir recompensa quem o faz. Por outro lado, se há alguma coisa que dá algum conforto é saber que as relações, sejam elas de amizade, profissionais ou afectivas, não duram muito tempo quando baseadas em mentiras ditas ainda antes do primeiro dia.
Também me conforta saber, e agora com algum humor, que a maioria das pessoas que lê este post (para não dizer a totalidade, uma vez que podia estar a mentir), é capaz de se relacionar com os outros com base na sinceridade, honestidade e frontalidade.
Hoje, se tivesse contado tudo aquilo que sei, teria sido um intrometido. Como resisti a ser intrometido, tive que engolir em seco, esquecer a sinceridade que tanto gosto, e calar-me, ficando com a verdade guardada para mim, sem poder ser frontal e honesto. Porque há pessoas que afinal nos conhecem mal e nunca vão ouvir o que lhe dizemos.
Paciência...vão continuar a viver a sua Verdade Da Mentira, enquanto não entenderem que o caminho pode ser outro.
Confesso que ultimamente estou habituado a que isso aconteça. São fases, acredito que sejam apenas fases. Mas são tantos episódios recentes que acredito mesmo quando dizem que neste mundo anda meio mundo a enganar o outro meio.
Todos dependemos uns dos outros em alguma coisa. Em certas alturas dependemos dos outros em termos afectivos, noutras alturas dependemos dos outros por conveniência, por simples oportunidade. Quando acontece este último caso, aprendi que todos usam e abusam da confiança das pessoas, por vezes até mesmo os melhores amigos e as pessoas que mais gostamos.
Aprendi também que os instintos humanos são mesmo incontroláveis e que por vezes a mentira é a única saida para não perdermos o que mais gostamos, ao mesmo tempo que vamos fazendo por fora coisas de que tanto gostamos. Só que a mentira não compensa para sempre...
Quer dizer, achava eu que não compensa para sempre...porque nesta altura o sentimento é o de que mentir recompensa quem o faz. Por outro lado, se há alguma coisa que dá algum conforto é saber que as relações, sejam elas de amizade, profissionais ou afectivas, não duram muito tempo quando baseadas em mentiras ditas ainda antes do primeiro dia.
Também me conforta saber, e agora com algum humor, que a maioria das pessoas que lê este post (para não dizer a totalidade, uma vez que podia estar a mentir), é capaz de se relacionar com os outros com base na sinceridade, honestidade e frontalidade.
Hoje, se tivesse contado tudo aquilo que sei, teria sido um intrometido. Como resisti a ser intrometido, tive que engolir em seco, esquecer a sinceridade que tanto gosto, e calar-me, ficando com a verdade guardada para mim, sem poder ser frontal e honesto. Porque há pessoas que afinal nos conhecem mal e nunca vão ouvir o que lhe dizemos.
Paciência...vão continuar a viver a sua Verdade Da Mentira, enquanto não entenderem que o caminho pode ser outro.
segunda-feira, abril 16, 2007
Abraço da Saudade
"Se não és a escolhida, então porque a minha alma se sente feliz hoje? Se não és a escolhida, então porque a minha mão se encaixa perfeitamente na tua? Se não és a escolhida, então porque o teu coração responde as minhas chamadas?
Se não fosses minha, eu teria forças para continuar? Não sei o que o futuro traz. Mas sei que estás aqui comigo neste momento. Nós superaremos isso. E espero que sejas a tal com quem viverei o resto da minha vida. Não quero fugir, mas não consigo aguentar, não entendo. Se não fui feito para ti, então porque o meu coração diz que sou? Há alguma maneira de ficar nos teus braços?
Se não preciso de ti, então porque estou a chorar na cama? Se não preciso de ti, então porque o teu nome não sai da minha cabeça? Se não foste feita para mim, então porque essa distância perturba a minha vida? Se não foste feita para mim, então porque sonho contigo?
Não sei porque estás tão longe. Mas sei que isso é bem real! Nós superaremos isso! E espero que sejas a tal com quem dividirei a minha vida. E desejo que possas ser a tal com quem morrerei. E espero amar-te toda a minha vida! Não quero fugir, mas não consigo evitar, não entendo!
Porque sinto a tua falta, do corpo e da alma, que fico até sem fôlego. E trago-te até ao meu coração e rezo para ter as forças de me manter aqui hoje. Porque te amo, mesmo sendo certo ou errado. E embora não possa estar contigo esta noite o meu coração estará ao teu lado!
Não quero fugir, mas não consigo evitar, não entendo. Se não fui feito para ti, então porque o meu coração diz que sou? Há alguma maneira de ficar nos teus braços?"
Para uma amiga, com um beijo de saudade do tamanho do mundo...
sexta-feira, março 30, 2007
Perdoar?
Há alturas em que não nos apetece falar, nem escrever, nem nada.
E até muito menos escrever em sítios como este, onde as palavras ficarão, em principio, registadas por muito e muito tempo. E há coisas que só queremos mesmo esquecer. Mas por outro lado, por muito que nos custe, as coisas que nos magoam também nos servem de lição para o futuro.
Perdoar e acreditar podem significar mais ou menos coisas semelhantes. Acreditamos na verdade nua e crua que nos contam? Perdoamos o mal que já está feito porque acreditamos na pessoa que nos deixou magoados?
Não é fácil escolher qual o caminho a seguir. Não será melhor não acreditar e também não perdoar? Isso seria o ideal, simplesmente iríamos varrer da memória todas as boas recordações que lá temos e que nos fazem ter frio quando alguém acaba de trair tudo de bom que se tinha conquistado.
Em tempos alguém escreveu que “o caminho não existe, o caminho faz-se caminhando…”, caminhando ora para a frente, ora para trás. De um lado existem pessoas com expectativas de vida mais estáveis, que sabem o que querem, que são fiéis e leais para com os amigos e as pessoas que gostam. Do outro, estão pessoas que talvez não saibam mesmo o que querem, que andam errando pela vida fora, que nunca estão satisfeitas com o que possuem em cada momento, que erram, que se arrependem, mas que voltam a errar… e ainda pior, erram com atitudes em que ficam claramente a perder com a troca…
Quando somos magoados acabamos por no meio das palavras que se trocam, magoar os outros também. E depois, acabamos por nos arrepender. Uma pessoa magoada, como que numa atitude de autodefesa, acaba por magoar os outros. De facto é muito difícil controlar as emoções, decidir o que é melhor fazer no momento complicado em que a confiança sofreu um abalo enorme.
Talvez perdoar seja o melhor caminho. O mais difícil, mas o melhor. Porque se todos erramos, perdoar é a melhor forma de reconhecermos que também nós já erramos, que também nós não podemos atirar a primeira pedra.
E porque não perdoar acreditando, já que a esperança nunca morre quando se gosta?
E até muito menos escrever em sítios como este, onde as palavras ficarão, em principio, registadas por muito e muito tempo. E há coisas que só queremos mesmo esquecer. Mas por outro lado, por muito que nos custe, as coisas que nos magoam também nos servem de lição para o futuro.
Perdoar e acreditar podem significar mais ou menos coisas semelhantes. Acreditamos na verdade nua e crua que nos contam? Perdoamos o mal que já está feito porque acreditamos na pessoa que nos deixou magoados?
Não é fácil escolher qual o caminho a seguir. Não será melhor não acreditar e também não perdoar? Isso seria o ideal, simplesmente iríamos varrer da memória todas as boas recordações que lá temos e que nos fazem ter frio quando alguém acaba de trair tudo de bom que se tinha conquistado.
Em tempos alguém escreveu que “o caminho não existe, o caminho faz-se caminhando…”, caminhando ora para a frente, ora para trás. De um lado existem pessoas com expectativas de vida mais estáveis, que sabem o que querem, que são fiéis e leais para com os amigos e as pessoas que gostam. Do outro, estão pessoas que talvez não saibam mesmo o que querem, que andam errando pela vida fora, que nunca estão satisfeitas com o que possuem em cada momento, que erram, que se arrependem, mas que voltam a errar… e ainda pior, erram com atitudes em que ficam claramente a perder com a troca…
Quando somos magoados acabamos por no meio das palavras que se trocam, magoar os outros também. E depois, acabamos por nos arrepender. Uma pessoa magoada, como que numa atitude de autodefesa, acaba por magoar os outros. De facto é muito difícil controlar as emoções, decidir o que é melhor fazer no momento complicado em que a confiança sofreu um abalo enorme.
Talvez perdoar seja o melhor caminho. O mais difícil, mas o melhor. Porque se todos erramos, perdoar é a melhor forma de reconhecermos que também nós já erramos, que também nós não podemos atirar a primeira pedra.
E porque não perdoar acreditando, já que a esperança nunca morre quando se gosta?
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