segunda-feira, outubro 31, 2005
Voto útil
Em Amarante tivemos recentemente um exemplo de como o apelo, quando bem feito, funciona na perfeição.
O PS de Amarante venceu as eleições do passado dia 9. Com o devido distanciamento que o tempo me trouxe, sou forçado a reconhecer que ganhou bem. Esclareço que o afirmo não quanto ao programa ou visão de futuro apresentada, mas quanto à estratégia política em si. Apesar da vontade de mudança, o PS tem ainda mais votos que em 2001, "esmaga" o BE e a CDU e deixa FT e PSD a mais de 5.000 votos de distância!
É claro que as circunstâncias também ajudaram, mas não fica mal reconhecer o mérito a quem o tem. Desde o surgimento do fenómeno FT que a estratégia socialista foi clara e concisa e nunca andou ao sabor das mudanças de rumo dos adversários. Desde o ataque cerrado ao homem do Marco até à permanente desvalorização da candidatura do PSD, tudo resultou!
O apelo ao voto útil quase faz desaparecer BE e CDU do mapa político de Amarante e na minha opinião foi tão responsável como a candidatura independente pelo aumento do número de votantes. Basta ver que foi nas maiores freguesias e nas mais "citadinas" que mais pessoas votaram relativamente a 2001 e foi também nessas freguesias que a vantagem do PS foi maior.
Se o vencedor das eleições de 09 de Outubro não se discute, o mesmo não se pode dizer da gestão da CMA nos próximos anos, dado que não existe maioria do PS. Este factor vem dar importância acrescida às forças da oposição, nomeadamente ao PSD.
O PSD e o seu candidato fizeram um esforço enorme para "subir" a pulso durante todo o processo eleitoral e merecem o protagonismo que se adivinha para os próximos tempos. O facto de, numas eleições tão dificeis como estas o PSD ter conseguido manter aquele que considero ser, em termos numéricos, o seu eleitorado natural, abre boas perspectivas para o futuro.
No entanto, o futuro também traz para o PSD muitas interrogações. Algumas delas não vou mencionar aqui, mas posso falar de outras.
O facto de o FT ter assumido o lugar de vereador é uma das interrogações. Será que o homem está disposto a aguentar 4 anos para ser protagonista de nova candidatura? Será que o movimento Amar Amarante desaparece com o tempo ou consegue reforçar a sua posição? Será que a divisão do eleitorado da direita de Amarante continua?
Outra das interrogações vem do lado socialista. Será que o PS deixará que a vontade de mudança continue a aumentar de forma a que as pessoas se arrependam do voto útil? Ou será que o PS "estanca" essa vontade de mudança? Como irá o PS tentar capitalizar a vantagem conseguida em algumas juntas de freguesia mais importantes? Quem será o candidato do PS em 2009?
Como irá o PSD lidar com todas as interrogações anteriores? Como irá o PSD actuar nos próximos anos? Como vão as pessoas perceber a actuação do PSD na Câmara e na Assembleia Municipal? Será o PSD capaz de ser o árbitro da política amarantina dos próximos anos, dado que a clivagem entre o PS e o movimento Amar Amarante parece estar para durar? Quem será o líder do PSD nos próximos anos? Será alguém capaz de capitalizar as coisas boas que estas eleições trouxeram para o partido?
São várias interrogações que só o tempo ajudará a responder.
Podem agora perguntar se o presidente da JSD está disposto a ajudar na resposta! Estarei concerteza! Não o farei como presidente da JSD, dado que irei abandonar a estrutura em breve, antecipando o final do mandato. Faço-o não apenas pela questão da idade mas também porque considero que o futuro está assegurado.
Para quem, ao ler o parágrafo anterior já esteja a saltar de alegria, esclareço que não tenciono abandonar a política por completo. Irei utilizar o lugar como deputado na Assembleia Municipal para procurar ajudar nas respostas, colaborando com os companheiros de bancada e com os membros da Comissão Política Concelhia.
Acredito na MUDANÇA! E acredito que o PSD de Amarante é capaz de a concretizar!
quarta-feira, outubro 19, 2005
A Sombra

Apetece-me falar de sombras!
Todos sentimos sombras em muitos sitios, mesmo quando estamos em completa escuridão. Existem sombras no nosso trabalho, na escola, na política, no grupo de amigos, no café onde habitualmente vamos, nas nossas actividades diárias, na nossa vida mais pessoal...enfim, elas estão por todo o lado!
Nalguns casos, as sombras protegem-nos. Quando isso acontece devemos aproveitar a ocasião, embora sem nunca esquecer que temos de seguir o nosso próprio caminho. O nosso próprio caminho é a forma mais rápida de não precisarmos das sombras para nada. No entanto, se a sombra nos ajuda, nunca devemos esquecer a gratidão.
Existem também as sombras que nos prejudicam. Com estas devemos lidar cada um á sua maneira. Em muitos sitios há sempre alguém disposto a meter-se no caminho. Ou porque simplesmente não gosta de nós, ou porque não concorda com a forma como fazemos as coisas, ou até porque, em alguma altura, a sombra foi prejudicada por alguma coisa que fizemos (o que também acontece...).
Lembro-me ainda das sombras que abrangem tudo, mesmo quando não possuem capacidade para isso. Posso ainda referir as sombras que mais parecem "mãos invisíveis", incapazes de não interferir em tudo o que mexe.
A única coisa de que tenho certeza é que as sombras se revelam de inúmeras formas. Muitas passam completamente despercebidas mas estão sempre presentes...até nos sitios mais insuspeitos!
Revelam-se sob as mais variadas formas. São capazes da mais pequena das subtilezas. Nunca dão "ponto sem nó".
"Não confies nem na tua própria sombra"
quarta-feira, setembro 28, 2005
Tive aquilo que sempre quis...
Desde 22/08 tenho andado ocupado demais para escrever. Mas por vezes, nas alturas mais ocupadas, surgem os acontecimentos mais inesperados.
segunda-feira, agosto 22, 2005
22/08/1975
Há alturas em que pensamos em muita coisa quando fazemos anos. Curiosamente, hoje tive que vir para aqui escrever para conseguir pensar em alguma coisa.
22/08/1975 já foi há algum tempo...mas até agora valeu a pena!
O meu tio Fernando quase tinha um acidente no dia em que me foi buscar ao Hospital de São João depois de eu ter nascido! Por isso, a minha vida começou atribulada. Mas acalmou...e começou a valer a pena!
Valeu a pena ter nascido em Paranhos, ter nascido portista e tripeiro. Valeu a pena pelos excelentes padrinhos que tenho! Pelo infantário onde comecei a crescer e que ainda hoje se conserva na minha memória.
Valeu a pena por ter vindo para Amarante, pelos amigos da Escola Primária da Torre, pelas pessoas de Olo que me ajudaram a crescer nos bons e nos maus momentos. Gente como o Rui Leite, o Pedro, o António, a Angelina, a Mariazinha, a familia do Sr. Domingos, o Luis da Fernandinha, a Dores, o Vitinha, a Manuela, o Adrião, o Nelson, o Carlos Moura, a Silvia, o Nelo, o Cardoso e o Zé Cândido, o Sidónio, a Sónia, o Chiquinho...momentos como as tardes de bicicleta junto á igreja, os passeios pela serra, as festas, as noites passadas junto ao rio, as idas para a escola, os jogos de futebol pela TV vistos no café do Sr. Isidro...
Valeu a pena pelo liceu e pelos grandes amigos que sempre surgem na escola: nunca poderei esquecer a Sandra Lopes, a Maria João, o Humberto, a Rosa Celeste, o Agostinho, o Paulo Rock, o Filipe Santos, o Brás e a Adelaide, o Gil, a Helena, o Carlos Manuel, a Goretti, o Victor, a Florbela, a Lúcia, o Luis Miguel, o Sérgio e a Cidália, a Chica, a Jocelina, o Hélder Peixoto, a Sandra Raquel, a Irene, a Natália de Figueiró, o Mendes, a Ana Margarida, a Nina e tantos outros!
Foi no liceu que me aproximei da política pela primeira vez, com a experiência da AE e dos passeios de finalistas. Depois do liceu, surgiu Viana!...
Ainda hoje não consigo deixar Viana! Será sempre uma cidade cheia de grandes recordações para mim! Mais uma vez a maior marca são os amigos: o David Faria de Guimarães, o Paulo de Braga, a Eduarda de Barcelos, a Paula de Guimarães, o Joel de Valadares, o Pedro de Ponte de Lima, o Lívio de Chaves, o Jorge de Guimarães, o Nuno de Fafe, a minha prima Emilia, o Fernando e a Judite de Arcos de Valdevez, a Carla da Régua, a Elisabete e o Firmino de Amarante, a incansável Dona Antónia e tanta gente mais!
Saltando em frente chegou o Totta! Mais uma das grandes etapas, marcada também por amigos e colegas de trabalho. O sr. Victor, o Pinto, o Jorge Nunes, o Rogério e a drª Rolanda foram os primeiros colegas de trabalho. Apareceram depois o Jorge Mendes, o Rui Nogueira, o sr. Américo e o Joaquim Santos, a Sara Sampaio, o Miranda e agora o Jorge Cunha Pinto, o Zeferino e a Cristina. O Totta continua a valer a pena!
Claro que em todos os momentos esteve sempre a familia! Falar dela é um lugar comum, mas era injusto não falar na dona Graça e no Sr. Marinho, era injusto não relembrar as férias grandes passadas em Codeçoso, os almoços cheios de carinho em casa da avó Marquinhas, os tempos passados em casa dos tios, as brincadeiras com os primos, as sempre grandes festas de familia...
E porque a vida depende muito dos amigos que temos não posso deixar de destacar os nomes da Sónia e do Chiquinho! Eles matavam-me se não o fizesse! São duas pessoas com quem me entendo apenas pelo olhar, duas pessoas de quem guardo muitas histórias e muitas coisas partilhadas!
Onde também se arranjam muitas histórias para partilhar é na noite! Lembro-me imediatamente do Emanuel e do André, dois empregados do Conde que me acompanharam em noites sem conta e cheias de divertimento. Lembro-me logo do Feliciano, o barman mais amigo que conheço! Lembro-me de amigos como o Eduardo, o Joel, o Subtil, a Sandra Braga e a irmã Ana! Lembro-me de sitios como a Dona Loba, o Fim de Século, o Amadeo, o Excalibur e o House River, o Mai-Tai, o Spark, o Versus, o Via Rápida...e de Guimarães...a cidade de eleição da Sónia, companheira de sempre nestas andanças.
E se hoje pareço estar para me lembrar de pessoas amigas que conheci, não podia esquecer as que encontrei no futebol. Jogar futebol trouxe-me muitos amigos e muitos bons momentos! Graças a ter ajudado para que em Ôlo existisse uma equipa de futebol, ganhei amigos como o Filipe Flores, o Luis 29, o Azevedo e o Diamantino. Na Lomba conheci o Estefânio, o João Lima, o Huguinho, o Coelho, o Júlio...em Moure tive o prazer de estar junto de pessoas que adoram a sua terra: é impossível esquecer o Presidente Fernandino, o Válter, o Casinhas, o Hugo, o Tó Costa, o Nelson e o Paulo Jorge, o Humberto, o Espanhol, o Lando e o Marine! Há claro companheiros de sempre como o Chico, o Rui, o Henrique, o Zé Afonso, o Gates, o Filipe Azevedo, o Rui Pedro, o Mendes e o Luis do Barracão. Jogar em equipa é muito mais para além daqueles 90 minutos!
Bem, isto já vai longo...podia ainda falar da politica, dos "espaços escondidos" que tenho como qualquer outra pessoa, podia ainda referir muitos outros amigos que não referi atrás...mas recordar tantas coisas é sempre dificil! Para o ano cá estarei para o fazer!
A vida vale a pena! 22/08/1975 valeu a pena!
