Tenho tentado pensar em alguma coisa para escrever que faça regressar as postagens cheias de subjectividade e onde todos procuram ler nas entrelinhas. Hesitei entre escrever sobre paciência ou alianças estratégicas de curta duração, mas, na última hora, decidi mudar de assunto.
Dentro de dias prometo que voltam as postagens cheias de "segundas intenções".
Hoje vou escrever sobre um tema actual, fruto do que tem acontecido este dias em França e Espanha.
Os jovens franceses estão na rua devido a um projecto de código de trabalho que pode vir a possibilitar o despedimento sem justa causa e sem indemenização, de qualquer jovem até aos 26 anos de idade.
Em França, a taxa de desemprego global é de 9%. A taxa de desemprego nos jovens entre os 18 e os 25 anos de idade é de 20%. O governo crê que esta medida pode diminuir estes números, fruto de uma maior flexibilidade laboral. Os jovens acreditam que não.
Não sei se a opção dos jovens franceses será entre não terem emprego ou terem um emprego mais instável. O que é um facto é que se uniram num protesto gigantesco, com alguns incidentes pelo meio. De novo a França a ter problemas com a sua juventude, depois dos recentes acontecimentos com o "nicho" de jovens de ascendência africana.
Em Espanha, as concentrações de jovens são convocadas por sms. Foram proibidas as famosas noites espanholas ao ar livre, em praças e ruas, cheias de bebidas e diversão. Obrigaram as pessoas a ir para os bares.
Acontece que os jovens não querem ir para os bares, contornaram a lei, e atingiram números impressionantes de mobilização.
Nos dois países, as motivações são muito diferentes. Podemos até discutir a importância de cada uma delas. O facto é que mexeram com a juventude, com as suas expectativas e modo de vida.
Acho bom sinal que os jovens se tenham unido e respondido de forma marcante, mobilizadora e esclarecedora. Com a inclusão de um pouco de responsabilidade e ponderação que só o tempo acabará por lhe dar, está em formação uma geração de futuro!
sexta-feira, março 17, 2006
sábado, fevereiro 25, 2006
William Shakespeare
"Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendes que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começas e aprender que beijos não são contratos, e presentes não são promessas.
(…) E não importa o quão boa seja uma pessoa, ela vai magoar-te de vez em quando e precisas perdoa-la por isso. Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais. Descobres que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destrui-la, e que podes fazer coisas num instante, das quais te arrependerás pelo resto da vida.
Aprendes que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que tu tens na vida, mas quem tens na vida (…) Descobres que as pessoas com quem mais te importas na vida, são tiradas de ti muito depressa; por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vemos (…)
Aprendes que paciência requer muita prática (…) Aprendes que quando estás com raiva tens o direito de estar com raiva, mais isso não dá o direito de seres cruel. Aprendes que nem sempre é suficiente seres perdoado por alguém. Algumas vezes, tens que aprender a perdoar-te a ti mesmo.
Aprendes que com a mesma severidade com que julgas, tu serás em algum momento condenado. Aprendes que não importa em quantos pedaços teu coraçăo foi partido, o mundo năo pára para que o consertes.
E, finalmente, aprendes que o tempo, não é algo que possa voltar para trás. Portanto planta teu jardim e decora a tua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.
E percebe que realmente podes suportar… Que realmente és forte, e que podes ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor, e que tu tens valor diante da vida! (...) E só nos faz perder o bem que poderiamos conquistar, o medo de tentar!"
(…) E não importa o quão boa seja uma pessoa, ela vai magoar-te de vez em quando e precisas perdoa-la por isso. Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais. Descobres que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destrui-la, e que podes fazer coisas num instante, das quais te arrependerás pelo resto da vida.
Aprendes que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que tu tens na vida, mas quem tens na vida (…) Descobres que as pessoas com quem mais te importas na vida, são tiradas de ti muito depressa; por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vemos (…)
Aprendes que paciência requer muita prática (…) Aprendes que quando estás com raiva tens o direito de estar com raiva, mais isso não dá o direito de seres cruel. Aprendes que nem sempre é suficiente seres perdoado por alguém. Algumas vezes, tens que aprender a perdoar-te a ti mesmo.
Aprendes que com a mesma severidade com que julgas, tu serás em algum momento condenado. Aprendes que não importa em quantos pedaços teu coraçăo foi partido, o mundo năo pára para que o consertes.
E, finalmente, aprendes que o tempo, não é algo que possa voltar para trás. Portanto planta teu jardim e decora a tua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.
E percebe que realmente podes suportar… Que realmente és forte, e que podes ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor, e que tu tens valor diante da vida! (...) E só nos faz perder o bem que poderiamos conquistar, o medo de tentar!"
terça-feira, janeiro 31, 2006
De onde vem tanto pó?
Quando nos deixamos envolver com alguma coisa, é muito comum agirmos por instinto, de forma objectiva, pragmática e determinada.
Tanta determinação pode fazer com que não olhemos á volta para perceber um pouco o que se passa, entender o que os outros andam a fazer e a dizer, entender as razões pelas quais as coisas acontecem.
Entendo que as melhores pessoas são as que não perdem a capacidade de olhar à sua volta, mesmo quando a velocidade dos acontecimentos é vertiginosa. As melhores pessoas são também aquelas que mesmo nas alturas de maiores tempestades, não receiam expressar as suas opções e assumi-las de forma clara.
Disseram-me hoje que as conversas dúbias são perigosas. Não podia estar mais de acordo! Assim como as conversas, também as opções dúbias são perigosas.
Se cada um não tiver coragem de assumir responsabilidades, de assumir opções, de dizer claramente o que pensa, de manter uma linha de pensamento coerente, de revelar capacidade para analisar acontecimentos passados e comportamentos actuais, de perceber quais as opções de futuro que melhor nos servirão, todo o tipo de problemas serão dúbios e caóticos.
E muita gente aproveita-se disso para lançar ainda maior confusão. No meio de tanto pó, em determinado momento é muito dificil saber quem diz verdade.
Por isso prefiro manter-me afastado ao máximo de determinadas situações. Tenho consciência de que nem sempre podemos analisar da melhor forma cada momento, mas esforço-me para que as pessoas percebam as razões que me levam a tomar posição.
Nunca percorri nenhum caminho contra ninguém! E conto não o fazer no futuro. As opções que tomo são baseadas na minha percepção das coisas e não em circunstâncias mais ou menos favoráveis. Na política, como na vida profissional ou na vida pessoal, não faço intervenção para me manter na tona da água. Intervenho de acordo com o que entendo ser o melhor e mais indicado.
E tenho medo do pó! Tolda-nos a visão, desconcentra-nos e deixa-nos maleáveis. Se não o percebermos a tempo, mais tarde é bem capaz de nos aprisionar.
Tanta determinação pode fazer com que não olhemos á volta para perceber um pouco o que se passa, entender o que os outros andam a fazer e a dizer, entender as razões pelas quais as coisas acontecem.
Entendo que as melhores pessoas são as que não perdem a capacidade de olhar à sua volta, mesmo quando a velocidade dos acontecimentos é vertiginosa. As melhores pessoas são também aquelas que mesmo nas alturas de maiores tempestades, não receiam expressar as suas opções e assumi-las de forma clara.
Disseram-me hoje que as conversas dúbias são perigosas. Não podia estar mais de acordo! Assim como as conversas, também as opções dúbias são perigosas.
Se cada um não tiver coragem de assumir responsabilidades, de assumir opções, de dizer claramente o que pensa, de manter uma linha de pensamento coerente, de revelar capacidade para analisar acontecimentos passados e comportamentos actuais, de perceber quais as opções de futuro que melhor nos servirão, todo o tipo de problemas serão dúbios e caóticos.
E muita gente aproveita-se disso para lançar ainda maior confusão. No meio de tanto pó, em determinado momento é muito dificil saber quem diz verdade.
Por isso prefiro manter-me afastado ao máximo de determinadas situações. Tenho consciência de que nem sempre podemos analisar da melhor forma cada momento, mas esforço-me para que as pessoas percebam as razões que me levam a tomar posição.
Nunca percorri nenhum caminho contra ninguém! E conto não o fazer no futuro. As opções que tomo são baseadas na minha percepção das coisas e não em circunstâncias mais ou menos favoráveis. Na política, como na vida profissional ou na vida pessoal, não faço intervenção para me manter na tona da água. Intervenho de acordo com o que entendo ser o melhor e mais indicado.
E tenho medo do pó! Tolda-nos a visão, desconcentra-nos e deixa-nos maleáveis. Se não o percebermos a tempo, mais tarde é bem capaz de nos aprisionar.
segunda-feira, janeiro 23, 2006
Obrigado por te conhecer
FIQUEI LOUCO, FIQUEI TONTO
MEUS BEIJOS FORAM SEM CONTO
APERTEI-TE CONTRA MIM,
ENLACEI-TE NOS MEUS BRAÇOS
EMBRIAGUEI-ME DE ABRAÇOS
FIQUEI LOUCO E FOI ASSIM.
DA-ME BEIJOS,
DA-ME TANTOS QUE ENLEADO EM TEUS ENCANTOS
PRESO NOS ABRAÇOS TEUS
NÃO SINTA A PRÓPRIA VIDA,
AVE PERDIDA
NO AZUL AMOR DOS TEUS CÉUS.
(shakira)
Ainda bem que tropecei por ti! Ainda bem que te encontrei! Quando julgamos ter todas as respostas, a vida muda-nos as perguntas!
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