quinta-feira, junho 15, 2006

Oportunidades Perdidas

Confesso que não me sinto muito motivado para escrever hoje. No entanto, ao pensar em algumas conversas que tive durante a última semana, acabei por me sentar e tentar escrever sobre oportunidades perdidas.

O tema talvez seja mais relacionado com pessoas do que com oportunidades em si. Estas surgem a cada momento, das mais variadas maneiras e em muitos aspectos da nossa vida. Acontece que aquelas que realmente nos interessam aparecem muito poucas vezes, pelo que quando isso acontece não podemos falhar. Ou as encaramos de frente ou então elas passam.

Não podemos falhar porque, se assim for, o nosso tempo passa...o tempo não perdoa, a idade não perdoa, o julgamento do que fazemos é constante e também não perdoa...

Por isso, eu acho que calculismo em excesso é um defeito grave. Mais grave ainda quando pessoalmente não temos capacidade para perceber o tempo em que a nossa oportunidade já passou e não volta mais.

De repente, lembro-me de algumas pessoas que não são capazes de perceber que o tempo não volta para trás. Lembro-me de pessoas que foram calculistas demais sempre que a sua oportunidade surgiu. Lembro-me de pessoas que procuram manter-se constantemente como "reserva de luxo". Lembro-me de algumas pessoas que em determinada altura até procuraram agarrar a sua oportunidade, mas para as quais o destino foi cruel, talvez como castigo pelo excessivo calculismo que sempre demonstraram.

Muitas vezes agarramos oportunidades na altura errada. Se assim acontecer, o que há a fazer é dar o nosso melhor e pensar numa forma de dar a volta por cima. Mas só conseguem dar a volta por cima os que não sofrem de medo, indecisões ou calculismo.

Agarrem a vossa oportunidade! Sejam decididos. Sejam claros nas intenções. Sejam dedicados no esforço. E já agora, não terá a vossa oportunidade ficado para trás há muito tempo?

sábado, maio 20, 2006

Respirar Fundo


Sabem aquelas alturas, durante o dia, em que respiramos bem fundo? Aqueles breves momentos em que inspiramos e em seguida libertamos o ar dos pulmões, deitando para fora o stress acumulado?

Respirar fundo faz parte do nosso dia-a-dia, como defesa, como reflexão, como uma pequena pausa para pensar. Funciona como um pequeno pôr-do-sol, após o qual estamos novamente prontos para o que der e vier.

Há certas alturas em que precisamos de respirar fundo na vida, muito para além de o fazermos apenas diariamente. Temos necessidade de parar, de ficar uns dias longe de tudo, sem telemóvel, sem a familia, sem os amigos, sem os sitios do costume, sem os colegas e as preocupações do trabalho, sem a preocupação com os trabalhos para a escola, sem nenhum tipo de obrigação, sem ter que fazer aquelas pequenas coisas que preenchem o nosso dia-a-dia, desde vestir fato e gravata de manhã até lavar os dentes ao deitar...

Mas hoje não é fácil conseguir isso. Sempre que estamos quase, mesmo quase, a ter algum tempo para reflectir e respirar fundo, acontece alguma coisa que altera todos os nossos planos. Que nos leva a andar ainda mais depressa, com menos tempo, que nos torna cada vez mais ocupados e activos.

Temos que aprender, por isso, a respirar fundo apenas diariamente. Temos que aprender a decidir rápido, com pouco tempo de ponderação, porque as coisas são sempre para decidir e fazer "ontem"! Temos que conseguir fazer as coisas com sentido, mesmo no meio da imensa confusão do nosso quotidiano.

Curioso como o tempo que temos nunca chega para nada, quase chegando ao ponto de pensarmos que dormir é um desperdício de energia. Curiosa a natuteza humana, que faz com que queiramos sempre mais, mesmo quando já temos o suficiente. Curioso pensar que nos vamos sempre queixar de não ter tempo para nada, nem sequer para respirar.

Neste momento, não tenho muito tempo para respirar. Não tenho muito tempo para reflectir. Não tenho tempo para pensar no que quero fazer amanhã, porque o que me pedem para fazer hoje me parece o caminho certo.

Por isso, talvez opte por fazer uma pequena massagem retemperadora e deixe o respirar fundo para mais tarde...muito mais tarde!...

quarta-feira, maio 03, 2006

Mais Amarante


No dia 25 de Abril, Amarante mobilizou-se por causa do seu hospital.

Ficou provado que é possível aproximar as pessoas da política quando os temas realmente lhe interessam e quando a mensagem é passada com senso comum e equilibrio, sem populismos.

Independentemente do futuro do hospital, assunto para o qual não chega um blog inteiro se o formos discutir, todos se juntaram por Amarante! Juntos, com diferentes motivações e com diferentes perspectivas sobre o problema e a forma de o tratar, mas juntos!

Juntos tendo por base uma iniciativa cujo partido impulsionador não realizava nada de tão marcante para a sociedade amarantina há já vários anos. Juntos tendo como base uma idéia de mobilização geral concretizada pelo Eng. Sampaio, com toda a sabedoria, tal qual um verdadeiro dinossauro político!

A manifestação ajudou a clarificar a posição dos diferentes partidos sobre a questão do hospital. Se o PCP, BE e PSD expressaram opiniões claras e fundamentadas sobre o problema, o CDS apresentou um discurso bastante teatral mas vazio de contéudo, enquanto o PS, pela voz do Dr. Armindo Abreu, expôs a céu aberto a sua incapacidade política para não deixar que o Hospital de São Gonçalo perca influência.

Vai ser importante acompanhar os próximos desenvolvimentos, quer pela grande importância que o hospital tem para o concelho e para toda a região envolvente, quer pelos desenvolvimentos políticos que podem vir a surgir em consequência da manifestação e da teimosia do Ministério da Saúde. E já agora, da teimosia do PS local em defender as posições do governo, por mais contrárias que elas sejam aos interesses de Amarante.

O título deste post, Mais Amarante, foi "roubado" do discurso feito na manifestação pelo Carlos Carvalho. Penso que, como ele, todos queremos mais e melhor Amarante. Ninguém vai ficar de braços cruzados perante a aparente passividade de alguns responsáveis.

A manifestação ajudou também a clarificar a posição de todos os amarantinos. Com mais ou com menos Baixo Tâmega, queremos Mais Amarante!

domingo, abril 16, 2006

JSD Amarante

Fui eleito pela primeira vez presidente da JSD de Amarante em 28 de Novembro de 2003.

Ontem, 15 de Abril de 2006, foi eleita a nova Comissão Política Concelhia, liderada pelo Carlos Carvalho.

Até por uma questão de registo, não podia deixar passar esta data. Por um lado, por tudo o que significou para mim ter sido presidente da JSD ao longo destes anos. Por outro, pelo facto de ser agora eleito uma pessoa que muito me ajudou e que muito contribuiu para que a JSD de Amarante esteja um pouco mais forte e melhor preparada para o futuro.

Não sou dado a fazer grandes análises do passado. Chego ao final de um ciclo consciente de que fiz o melhor possível, de acordo com as minhas limitações pessoais e profissionais.

Penso que todos entendemos, em dado momento, que o nosso trabalho não é devidamente reconhecido. Confesso que também senti isso várias vezes, especialmente nos últimos meses. No entanto, também isso nos faz crescer e conhecer os que nos rodeiam. Também isso nos ajuda a tomar de forma mais consciente as nossas opções.

Como qualquer estrutura partidária, a JSD de Amarante tem vindo a passar por fases muito próprias da sua evolução. De praticamente "desaparecida do mapa", renasceu com a presidência do Ricardo Vieira. Quando, em Novembro de 2003 me tornei presidente, sabia que ainda existia um longo caminho a percorrer para que a Jota se tornasse numa estrutura mais autónoma, interventiva e capaz.

Chego ao final do mandato com a consciência de que a Jota está mais forte agora do que estava em 2003. E isso é o mais importante! Tem melhores condições para tornar a sua acção mais visivel e mobilizadora.

Importante ainda é estar confiante de que o futuro está em boas mãos! Nas mãos de um presidente de concelhia e de um grupo de militantes que sei terem espirito de iniciativa, espirito critico, vontade de intervir, força para agir!

Hoje a JSD tem condições para ajudar mais e melhor o partido. E o partido precisa de alguém atento ás necessidades de Amarante e menos concentrado nas lutas hierárquicas internas.

Precisa de alguém capaz de olhar para os confrontos de idéias e personalidades como um meio de o PSD apresentar mais e melhores soluções para Amarante. Precisa de alguém capaz de intervir nos plenários de alma e coração, dizendo claramente o que pensa em seu nome próprio e não em nome de outros. Precisa de maior responsabilização e de mais e melhor trabalho em equipa. Precisa de verdadeira lealdade, na qual se inclui a afirmação clara e simples do pensamento de cada um.

A política autárquica atravessa neste momento, em Amarante e por todo o pais, uma fase de transição.

Mas entendo a fase de transição como um momento para defenir estratégias e formas de actuação de maneira mais ponderada. Não entendo a transição como pondo em causa as pessoas que neste momento tem responsabilidades assumidas. Há muita gente que vai andar por ai, tal qual o Pedro Santana Lopes, mas todos temos alguma facilidade em adivinhar qual o futuro do enfant terrible, por isso...

A Jota de Amarante agora eleita não é, com toda a certeza, de transição! Desejo a todos as maiores felicidades e o maior sucesso. E, se me permitem um concelho muito simples, não desperdicem a vossa oportunidade!

Quem faz parte de um grupo como o vosso, unido e coeso, resistente a telefonemas e boatos, tem a grande possibilidade de deixar marca para o futuro. O fututo é vosso!