quinta-feira, setembro 14, 2006
O Fim Da História
Vários anos mais tarde, o fenómeno do terrorismo, com apogeu no 11 de Setembro, despertou-nos para uma nova guerra, uma nova versão da "Guerra Fria", desta vez com bastantes mais vitimas directas, ainda por cima inocentes. A paz mundial está novamente ameaçada, embora de maneira diferente. Afinal, a história não tinha chegado ao fim.
Caindo num lugar comum, é pois verdade que a história se faz todos os dias. A do mundo e também a pequena história de cada um de nós.
O Fim Da História é por isso uma ilusão, que nos pode levar a descurar o futuro e até a cometer bastantes erros no presente. Se o assunto estiver relacionado, por exemplo, com questões profissionais, somos capazes de pensar com maior ponderação, agir com mais cuidado, sem ser a quente, e somos assim capazes de evitar muitos erros.
Pelo contrário, se aquilo que julgamos ser O Fim Da História estiver relacionado com questões pessoais, estamos condenados a cometer erros atrás de erros. Muitos a tempo de ser corrigidos. Outros sem tempo para isso.
Quando os erros são irreparáveis julgamos sempre que chegou o nosso Fim Da História. Dias mais tarde percebemos que afinal a história está de novo a começar, porque a grande maioria de nós tem a capacidade de se inventar de novo e recomeçar mais um capítulo.
Um livro escreve-se de altos e baixos... de tardes passadas pelo escritor á beira mar...de noites passadas pelo escritor a beber sem parar...cada final de capítulo representa o fim de uma pequena história que logo recomeça na página seguinte...
quarta-feira, agosto 16, 2006
“Faça-se Silêncio…”
Hoje escreve...Bruno Costa! Blogger de Santiago do Cacém, estudante e dono de um dos primeiros blogs que tive prazer de ler. Pena que ande em "silêncio" já há bastante tempo. Mas vale sempre a pena passar em www.cronicazul.blogspot.com.
Quantas vezes não nos pedem silêncio?
Começo este post agradecendo ao Simão por me ter convidado para escrever aqui neste espaço (um muito obrigado!). Devo confessar que me foi difícil encontrar um tema, até porque ultimamente não tenho andado muito inspirado para escrever. No entanto, surgiu-me de repente este tema, ao ver um casal de namorados na rua, enquanto passeávamos… De repente, toda a gente ficou calada e daí surgiu este tema.
Por vezes, quando estamos com os nossos amigos, com os nossos familiares ou até com aquela pessoa especial, ficamos calados… Porquê? É uma pergunta bastante difícil de responder. Por vezes, sentimos essa necessidade, não só para acabar uma conversa que já vai muito chata, mas também para mudar de assunto. Por outro lado, calamo-nos porque não temos nada a dizer.
Quando conheci aquela pessoa com quem estou hoje, o que mais me fascinou foi não ter momentos desses. Na verdade, raramente temos falta de assunto (e pensar que acabei uma relação por causa disso…). O silêncio que nos surge por vezes da alma de outra pessoa leva-nos a um estado superior, deixando-nos ao abrigo do vento e da maré para nos deixar inconstantes e infelizes, subordinando-nos aquela mudez que nos dói cá dentro. Por vezes, mais vale estar calado, mais vale esperar que alguém diga algo. Não é fácil, quando alguém com quem estamos a ter uma conversa só nos dá respostas como "sim", "pois", "é mesmo isso"… Falta algo… Por vezes mais vale submetermo-nos a essa mudez.
Antes de começar a escrever telefonei a uma amiga minha e começamos a falar. Já tinha pensado no tema e reparei que não nos faltava assunto. Aliás, falámos das férias, dos namoricos, das saídas, mas depois o espírito morreu e ficamos num vale profundo onde nem um nem outro proferiam qualquer palavra com receio da imensidão do som que ia sair. Ganhei coragem e disse, em jeito de brincadeira, "então? Não se diz nada…" e a resposta veio de encontro ao que eu queria… "Não tenho assunto".
O que nos falta hoje em dia é o assunto. Por vezes temos tantos segredos que guardamos nesse mesmo silêncio, que nos é impossível falar de algo, porque temos esse receio de deixar soltar alguma ponta do véu preto que se esconde nos mais recônditos espaços da nossa alma.
No entanto, há ainda outros tipos de silêncio. Quando alguém nos deixa, sentimos sempre um silêncio, em jeito de vazio, que nos consome por dentro. Aquela última palavra, aquele último olhar, aquela imagem daquela situação que nos fica na cabeça… e no entanto, nem uma palavra, nem um som… só silêncio…
O descanso, aquela paz da noite que nos obriga a falar baixinho, a quase sussurrar e a deixar perguntas no ar porque não lhes encontramos resposta. Por vezes, o silêncio é magia, é suspense… Por vezes, o silêncio é tudo num momento… por vezes o silêncio é a forma de mostrar que queremos algo, que queremos mais… muito mais, mas não encontramos as palavras para o dizer… por vezes, basta um simples toque nos lábios, um simples abraço para nos levar a essa paz de espírito que nos deixa mudos e quietos… Mas infinitamente tranquilos…
sábado, julho 22, 2006
Anonimato
Neste ponto, chegamos a uma altura em que a idéia generalizada é a de que é boa táctica lançar boatos ou escritas anónimas para intimidar as pessoas e condicionar as suas acções.quinta-feira, junho 15, 2006
Oportunidades Perdidas
O tema talvez seja mais relacionado com pessoas do que com oportunidades em si. Estas surgem a cada momento, das mais variadas maneiras e em muitos aspectos da nossa vida. Acontece que aquelas que realmente nos interessam aparecem muito poucas vezes, pelo que quando isso acontece não podemos falhar. Ou as encaramos de frente ou então elas passam.
Não podemos falhar porque, se assim for, o nosso tempo passa...o tempo não perdoa, a idade não perdoa, o julgamento do que fazemos é constante e também não perdoa...
Por isso, eu acho que calculismo em excesso é um defeito grave. Mais grave ainda quando pessoalmente não temos capacidade para perceber o tempo em que a nossa oportunidade já passou e não volta mais.
De repente, lembro-me de algumas pessoas que não são capazes de perceber que o tempo não volta para trás. Lembro-me de pessoas que foram calculistas demais sempre que a sua oportunidade surgiu. Lembro-me de pessoas que procuram manter-se constantemente como "reserva de luxo". Lembro-me de algumas pessoas que em determinada altura até procuraram agarrar a sua oportunidade, mas para as quais o destino foi cruel, talvez como castigo pelo excessivo calculismo que sempre demonstraram.
Muitas vezes agarramos oportunidades na altura errada. Se assim acontecer, o que há a fazer é dar o nosso melhor e pensar numa forma de dar a volta por cima. Mas só conseguem dar a volta por cima os que não sofrem de medo, indecisões ou calculismo.
Agarrem a vossa oportunidade! Sejam decididos. Sejam claros nas intenções. Sejam dedicados no esforço. E já agora, não terá a vossa oportunidade ficado para trás há muito tempo?