No meio de um trabalho escolar sobre Liderança e Gestão de Equipas, encontrei o nome de Leila Navarro, guru brasileira da motivação que é conhecida como o "viagra empresarial" fruto da sua capacidade de motivar plateias.
Não resisto, sem mais palavras, a enumerar as 17 idéias da guru brasileira para que todos possam dar o rumo certo á sua vida.
1) Não tenha medo de ser feliz. As pessoas que têm êxito são as que mantém o equilibrio. A vida não é só trabalho.
2) Dê prioridade a si próprio. Assim terá condições para ser o profissional que quer ser. Se der prioridade ao trabalho perde-se como pessoa: fica doente, sem criatividade, intuição e visão.
3) Esteja atento aos sinais. Se precisa de mais de dez horas para as tarefas, algo está errado. Gostará do que faz?
4) A automotivação é sua. Não ponha as culpas na empresa: o que as organizações têm de fazer é não desmotivar.
5) Memorize três palavras. "autoconhecimento", "autoconfiança" e "auto-estima". Quanto mais se conhece como pessoa, mais se percebe o seu potencial.
6) Evite a "zona de conforto". Não se acomode: não funciona nem na vida pessoal nem na profissional.
7) Lembre-se que perde o poder na hora em que perde o contacto consigo.
8) Esqueça a frase "errar é humano" e adopte a "acertar é humano". O ser humano ou acerta, ou aprende.
9) Não compita, brinque. Brincar é simplesmente participar e não é discutir ou comparar.
10) Quando o "tudo" não é o suficiente, pare. Não viva insatisfeito com os limites.
11) Perceba que a felicidade não são momentos. Está ligada à vida, à energia vital. Se está vivo e saudável, então é feliz.
12) Não se compare com ninguém. Só pode ser pior ou melhor do que você próprio.
13) Fixe este provérbio chinês: "È como é, e como é é perfeito".
14) A diferença das empresas não está no produto, mas nas pessoas. Pessoas felizes confiam mais, produzem mais, são mais ousadas.
15) Quanto mais procurar equlibrio interno, melhor se vai sentir em qualquer ambiente.
16) Invista no seu talento e não nas suas dificuldades. Não adianta querer ser cantor de ópera se toca muito melhor piano.
17) Não se economize. Use todo o seu potencial.
Até parece fácil, não é? Bom 2007!
terça-feira, janeiro 16, 2007
sábado, dezembro 30, 2006
"A Democracia É Fodida"
O título é uma homenagem em vida ao amigo Júlio Coelho, que costuma utilizar bastante esta frase. O que não deixa de ser irónico para quem tem como profissão ser polícia.
Deixando de parte esta pequena brincadeira, o título surge a propósito de um pensamento sobre as qualidades e defeitos da democracia, bem como do seu estado de desenvolvimento no nosso pais e no concelho de Amarante.
De entre os muitos aspectos a considerar para avaliar o estado de uma sociedade democrática, o comportamento do jornalismo é um dos mais importantes. Assim como a forma como o poder político se relaciona com a imprensa.
Depois de ler um conhecido jornal da nosso concelho, na sua edição de 27 de Dezembro deste ano, fui forçado a largar um enorme sorriso perante a fotografia de primeira página de um Presidente de Câmara de Amarante sorridente e aparentemente bem disposto.
Nada que não se lhe reconheça na sua personalidade. Apenas se estranha que tão bem disposta fotografia esteja estampada num orgão de comunicação que há bem pouco tempo o mesmo Presidente de Câmara apelidava de "pasquim" e tratava publicamente com um desdém considerável.
Independentemente da entrevista em si, que deverá ser lida com atenção por todos quantos seguem mais de perto a vida política amarantina, é de registar a mudança de atitude subjacente, que já se vinha sentindo há algum tempo, mas que agora se torna definitivamente clara com quatro páginas que quase enchem por completa a edição semanal do jornal.
Trata-se de uma mudança de atitude do poder político face a um orgão de comunicação, assim como uma mudança de cariz editorial de um jornal sobre a forma como analisa e retrata a sociedade amarantina. De onde terão surgido os factores que levaram a estas mudanças de atitude?
De facto, A Democracia É Fodida. Cada um pode dizer o que lhe apetece, quando lhe apetece. E também em democracia, assim como no futebol, o que hoje é verdade amanhã pode ser mentira. Como é irónico ver no Tribuna de Amarante uma entrevista do doutor Armindo Abreu com destaque de primeira página para as criticas que faz ao doutor Ferreira Torres...
A Democracia é mesmo assim. Imprevisível! E ainda bem que assim é...dá-nos sempre motivos de sobra para intervir...e motivos de sobra para sorrir!
Deixando de parte esta pequena brincadeira, o título surge a propósito de um pensamento sobre as qualidades e defeitos da democracia, bem como do seu estado de desenvolvimento no nosso pais e no concelho de Amarante.
De entre os muitos aspectos a considerar para avaliar o estado de uma sociedade democrática, o comportamento do jornalismo é um dos mais importantes. Assim como a forma como o poder político se relaciona com a imprensa.
Depois de ler um conhecido jornal da nosso concelho, na sua edição de 27 de Dezembro deste ano, fui forçado a largar um enorme sorriso perante a fotografia de primeira página de um Presidente de Câmara de Amarante sorridente e aparentemente bem disposto.
Nada que não se lhe reconheça na sua personalidade. Apenas se estranha que tão bem disposta fotografia esteja estampada num orgão de comunicação que há bem pouco tempo o mesmo Presidente de Câmara apelidava de "pasquim" e tratava publicamente com um desdém considerável.
Independentemente da entrevista em si, que deverá ser lida com atenção por todos quantos seguem mais de perto a vida política amarantina, é de registar a mudança de atitude subjacente, que já se vinha sentindo há algum tempo, mas que agora se torna definitivamente clara com quatro páginas que quase enchem por completa a edição semanal do jornal.
Trata-se de uma mudança de atitude do poder político face a um orgão de comunicação, assim como uma mudança de cariz editorial de um jornal sobre a forma como analisa e retrata a sociedade amarantina. De onde terão surgido os factores que levaram a estas mudanças de atitude?
De facto, A Democracia É Fodida. Cada um pode dizer o que lhe apetece, quando lhe apetece. E também em democracia, assim como no futebol, o que hoje é verdade amanhã pode ser mentira. Como é irónico ver no Tribuna de Amarante uma entrevista do doutor Armindo Abreu com destaque de primeira página para as criticas que faz ao doutor Ferreira Torres...
A Democracia é mesmo assim. Imprevisível! E ainda bem que assim é...dá-nos sempre motivos de sobra para intervir...e motivos de sobra para sorrir!
sexta-feira, novembro 10, 2006
Raposas Velhas

Confesso não gostar muito do título que escolhi para hoje. Mas também depois de tanto tempo de ausência, por mil e um motivos de falta de tempo e alguns mais de falta de inspiração, não vou agora deixar de escrever por causa de um simples título.
É normal, dada a má fama das raposas, que não seja muito agradável escrever sobre elas. As coisas pioram quando elas se tornam mais velhas, quase caducas. Isso pode fazer com que percamos claramente a motivação.
Estes animais são por tradição esquivos, muito pouco sociáveis e donos de mais manhas que um gato de vidas. Enquanto são jovens são capazes de disfarçar todas as suas características mais negativas e vão enganando muita gente pelo caminho. No fundo, vão comendo muitas galinhas.
Quando envelhecem, convencidas desse poder absoluto que pensam ser a experiência, descuidam-se um pouco e perdem a noção da realidade. Por norma, é nesta fase decadente, em que já não conseguem enganar ninguém, que se tornam ainda mais ambiciosas do que sempre foram.
Continuam escondidas, manhosas, á espera da sua oportunidade. Só que disfarçam a ansiedade muito pior. Já é possivel, nas raras vezes em que conseguimos olhar nos seus olhos, perceber o que lhes vai na alma. Por outro lado, o passar do tempo deixa sempre uma história para contar e há recordações de algumas raposas que lhe traçam o perfil, que moldam a forma como olhamos para elas, que nos impedem de acreditar. Ainda bem que não somos galinhas!
Quer dizer, ainda há algumas galinhas por ai. Que se deixam enganar, que fazem muito barulho, que não percebem que aquela raposa já perdeu toda a manha que lhe dava brilho. È claro que os mais desatentos, aqueles que ainda acreditam na força das raposas velhas, serão talvez os primeiros a sofrer na pele o desespero e jogo de cintura descarado de que é capaz uma raposa em fase terminal. Mas cada um é para o que nasce...
Agora a sério, desculpem lá se não perceberam nada. Desculpem se acham este post o mais estúpido da história deste alquimista. Mas apeteceu-me! E já agora, em tom de brincadeira, tentem lá descobrir onde anda uma raposa velha, uma daquelas que já perdeu o bom senso.
É normal, dada a má fama das raposas, que não seja muito agradável escrever sobre elas. As coisas pioram quando elas se tornam mais velhas, quase caducas. Isso pode fazer com que percamos claramente a motivação.
Estes animais são por tradição esquivos, muito pouco sociáveis e donos de mais manhas que um gato de vidas. Enquanto são jovens são capazes de disfarçar todas as suas características mais negativas e vão enganando muita gente pelo caminho. No fundo, vão comendo muitas galinhas.
Quando envelhecem, convencidas desse poder absoluto que pensam ser a experiência, descuidam-se um pouco e perdem a noção da realidade. Por norma, é nesta fase decadente, em que já não conseguem enganar ninguém, que se tornam ainda mais ambiciosas do que sempre foram.
Continuam escondidas, manhosas, á espera da sua oportunidade. Só que disfarçam a ansiedade muito pior. Já é possivel, nas raras vezes em que conseguimos olhar nos seus olhos, perceber o que lhes vai na alma. Por outro lado, o passar do tempo deixa sempre uma história para contar e há recordações de algumas raposas que lhe traçam o perfil, que moldam a forma como olhamos para elas, que nos impedem de acreditar. Ainda bem que não somos galinhas!
Quer dizer, ainda há algumas galinhas por ai. Que se deixam enganar, que fazem muito barulho, que não percebem que aquela raposa já perdeu toda a manha que lhe dava brilho. È claro que os mais desatentos, aqueles que ainda acreditam na força das raposas velhas, serão talvez os primeiros a sofrer na pele o desespero e jogo de cintura descarado de que é capaz uma raposa em fase terminal. Mas cada um é para o que nasce...
Agora a sério, desculpem lá se não perceberam nada. Desculpem se acham este post o mais estúpido da história deste alquimista. Mas apeteceu-me! E já agora, em tom de brincadeira, tentem lá descobrir onde anda uma raposa velha, uma daquelas que já perdeu o bom senso.
quinta-feira, setembro 14, 2006
O Fim Da História
Nos últimos dias ouvi alguém dizer, a propósito do problema da paz mundial, que na altura em que caiu o Muro de Berlim muitas pessoas julgaram que, no que á paz mundial diz respeito, a história tinha terminado. Ou seja, a paz seria um dado adquirido, visto que a democracia e o modo de vida ocidental tinham finalmente caminho livre.
Vários anos mais tarde, o fenómeno do terrorismo, com apogeu no 11 de Setembro, despertou-nos para uma nova guerra, uma nova versão da "Guerra Fria", desta vez com bastantes mais vitimas directas, ainda por cima inocentes. A paz mundial está novamente ameaçada, embora de maneira diferente. Afinal, a história não tinha chegado ao fim.
Caindo num lugar comum, é pois verdade que a história se faz todos os dias. A do mundo e também a pequena história de cada um de nós.
O Fim Da História é por isso uma ilusão, que nos pode levar a descurar o futuro e até a cometer bastantes erros no presente. Se o assunto estiver relacionado, por exemplo, com questões profissionais, somos capazes de pensar com maior ponderação, agir com mais cuidado, sem ser a quente, e somos assim capazes de evitar muitos erros.
Pelo contrário, se aquilo que julgamos ser O Fim Da História estiver relacionado com questões pessoais, estamos condenados a cometer erros atrás de erros. Muitos a tempo de ser corrigidos. Outros sem tempo para isso.
Quando os erros são irreparáveis julgamos sempre que chegou o nosso Fim Da História. Dias mais tarde percebemos que afinal a história está de novo a começar, porque a grande maioria de nós tem a capacidade de se inventar de novo e recomeçar mais um capítulo.
Um livro escreve-se de altos e baixos... de tardes passadas pelo escritor á beira mar...de noites passadas pelo escritor a beber sem parar...cada final de capítulo representa o fim de uma pequena história que logo recomeça na página seguinte...
Vários anos mais tarde, o fenómeno do terrorismo, com apogeu no 11 de Setembro, despertou-nos para uma nova guerra, uma nova versão da "Guerra Fria", desta vez com bastantes mais vitimas directas, ainda por cima inocentes. A paz mundial está novamente ameaçada, embora de maneira diferente. Afinal, a história não tinha chegado ao fim.
Caindo num lugar comum, é pois verdade que a história se faz todos os dias. A do mundo e também a pequena história de cada um de nós.
O Fim Da História é por isso uma ilusão, que nos pode levar a descurar o futuro e até a cometer bastantes erros no presente. Se o assunto estiver relacionado, por exemplo, com questões profissionais, somos capazes de pensar com maior ponderação, agir com mais cuidado, sem ser a quente, e somos assim capazes de evitar muitos erros.
Pelo contrário, se aquilo que julgamos ser O Fim Da História estiver relacionado com questões pessoais, estamos condenados a cometer erros atrás de erros. Muitos a tempo de ser corrigidos. Outros sem tempo para isso.
Quando os erros são irreparáveis julgamos sempre que chegou o nosso Fim Da História. Dias mais tarde percebemos que afinal a história está de novo a começar, porque a grande maioria de nós tem a capacidade de se inventar de novo e recomeçar mais um capítulo.
Um livro escreve-se de altos e baixos... de tardes passadas pelo escritor á beira mar...de noites passadas pelo escritor a beber sem parar...cada final de capítulo representa o fim de uma pequena história que logo recomeça na página seguinte...
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